Tudo que você precisa saber sobre o Framework Find-Grow-Value para aumentar os resultados do seu negócio!

O Framework Find-Grow-Value é uma ferramenta que possibilita ao gestor sistematizar o gerenciamento do seu time de forma resumida e consolidada através do alinhamento de funções específicas. Nesse texto, você vai conhecer esse mecanismo aprender a utilizá-lo.

Existem diferentes tipos Framework, eles são utilizados para facilitar processos. Podem, por exemplo, existir na aplicação de canvas, em business plan, e em análises de SWOT.

O Framework do tipo Find-Grow-Value possibilita ao gestor o alinhamento de funções de planejamento, aquisição, onboarding, treinamento, engajamento, performance, incentivos, sucessão e saída como mostra a tabela abaixo.

Créditos: Instagram/ Além da Facul



Find


“Find” significa a maneira pela qual você, líder ou gestor, irá procurar e selecionar pessoas para trabalhar em seu negócio.


Antes, contudo, é essencial se planejar, para isso, faça perguntas a si mesmo do tipo: “quantas vagas tenho disponíveis em meu time”, “de quantas pessoas preciso”, “qual o perfil das pessoas que necessito”.


Para encontrar colaboradores, utilize os valores, os sonhos e os propósitos da empresa como base. O ideal é contratar funcionários que possuam os mesmos valores que os da sua empresa.

Por isso, seja claro no momento de apresentar qual é a cultura organizacional do negócio que está a frente e o que você espera do candidato no momento de recrutamento e seleção de talentos.


Esteja atento: esses talentos irão estar em faculdades, redes sociais, no mercado de trabalho (entre seus clientes, fornecedores e concorrentes) e em comunidades específicas.

Lembre-se, contudo, que recrutamento é diferente de seleção. E qual é a diferença? Bom, no recrutamento o objetivo é a atração de candidatos, e na seleção, existe a triagem daqueles mais adequados a vaga. Anotado? 😉


Atualmente, é possível selecionar pessoas de forma presencial, digital, síncrona ou assíncrona. Nessa perspectiva, para recrutar um novo colaborador, comumente são utilizados análise de currículo e entrevista, mas apenas esses dois processos são insuficientes para na maioria dos casos, realizar uma boa contratação.


Empresas que só utilizam esses mecanismos tendem a fazer entrevistas desestruturadas. Essas entrevistas ocorrem quando não existe preparação prévia de como o encontro deve ser conduzido e de quais respostas espera-se obter.

A maior problemática é que nesse tipo de modelo existe uma margem de predição de performance de apenas 15%.

Ou seja, a chance do seu funcionário não se adaptar e não entregar bons resultados é bem alta. Como o avaliador não estava preparado no momento da entrevista, ele não vai conseguir medir o desempenho de quem acabou contratando.


O ideal é que a forma de contratação seja híbrida e que envolva outras etapas de análise, em especial que avalie também People Skills. E de bônus, mais uma dica super preciosa para você: nunca contrate, demita ou avalie um funcionário baseado apenas na sua opinião. Nenhuma decisão que envolve gente pode ser tomada por uma só pessoa.

Créditos: Dylan Gillis

Grow


Dentro do Framework Find-Grow-Value, o Grow significa a maneira pela qual o líder irá desenvolver o seu time. Dentro desse setor, o processo mais negligenciado da liderança nas empresas é o onboarding.

Onboarding também é conhecido como socialização organizacional, e representa a imersão do novo membro da equipe após a contratação, ou o momento em que ele deve ser apresentado aos valores da empresa, aos procedimentos, processos e tudo mais que for necessário para a realização do seu trabalho.


Para a Drª. Talya Bauer, da Fundação SHRM, um processo de onboarding de sucesso envolve o tratamento de quatro fatores: Compilance, Clarification, Culture e Connections (Conformidade, Esclarecimento, Cultura e Conexão).


Depois de contratar seus colaboradores e apresentá-los a sua empresa, é primordial continuar treinando e investindo em sua equipe. Manter seu time engajado é uma parte importante do trabalho.

Aqui é importante destacar que engajar é diferente de reter, e de motivar. Engajamento significa conectar o propósito da empresa ao seu colaborador de forma que ele se sinta realizado. Existem técnicas para fazer isso, os rituais e a comunicação interna são algumas delas.

Os rituais organizacionais, por exemplo, são atividades pensadas para exemplificar os valores da empresa de forma prática. No momento de analisar a performance dos seus funcionários e de comunicar, o feedback é precioso: um verdadeiro presente para quem escuta.

Quando utilizado da maneira correta pode ser uma excelente ferramenta para o desenvolvimento. Representa o ato de avaliar positiva ou negativamente alguém por seu comportamento, tarefas e desempenho. É essencial ser sincero, transparente e justo com os seus colaboradores, pois assim eles poderão melhorar e ter resultados mais satisfatórios.

Value


Depois de contratar, desenvolver, avaliar e corrigir, é hora de compartilhar com seu
funcionário o valor que ele ajudou a sua empresa a gerar.

Remunerações podem ser financeiras ou não financeiras. A do tipo financeira agrega dinheiro ao salário e podem ser aumentos, bônus, comissões, ações da empresa, entre outros.

Já a do tipo não financeira, é a agrega benefícios e serviços sociais, como cursos e adicionais. Outro benefício é a promoção, porém, para que alguém seja promovido, é preciso que exista outra pessoa para ocupar seu lugar, e que seja plenamente capaz de realizar suas atividades, a esse processo dá-se o nome de sucessão.


Dentro do processo de value, também estão inseridos os movimentos de demissão e de saída. Existem fundamentalmente quatro formas de alguém sair de uma empresa: aposentadoria, morte, demissão voluntária e demissão involuntária.


Nesse panorama, os principais motivos para demissão involuntária são baixa performance, reestruturação na empresa, incompatibilidade de valores ou grave violação (roubo, assédio moral, etc).

Créditos: Fabian Blank 

“Nem todo gestor é líder, nem todo líder é gestor. Mas seria ótimo se todos os gestores fossem líderes”
Vabo

Essas ferramentas podem ser muito úteis para a gestão de qualquer empresa, mas um bom líder nunca poderá ser substituído. A liderança é uma habilidade que pode ser desenvolvida e precisa ser praticada, então decida por isso. Conte conosco para te ajudar!

Assista a Live aqui e compartilha com alguém que você acha que vai curtir também. No instagram do Além da Facul estamos sempre compartilhando conteúdo sobre people skills, liderança, empreendedorismo. 🙂

Por: Nathália Morais

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