Organização orgânica: Mudando as dinâmicas de interação

Organização orgânica: Mudando as dinâmicas de interação

Vivemos tempos de mudanças e novos modelos de gestão vêm sendo desenvolvidos para a adaptação das novas realidades, como é o caso do conceito de uma organização orgânica.

Dentre os modelos de gestão que focam no desenvolvimento humano, podemos destacar o conceito de organização orgânica ou O2. Você já ouviu falar?

A saber, uma organização orgânica é um modelo organizacional baseado em um sistema descentralizado de decisões, focando menos em hierarquias e trazendo mais ênfase em pessoas.

Nesse sentido, é legal esclarecer que essa tecnologia social tem esse nome por trazer fluidez, adaptação e efetividade aos processos de gestão.

Além disso, ela pode substituir relações hierárquicas por relações em círculos e papéis.

Organização orgânica e as relações em círculos

Em primeiro lugar, saiba que as relações em círculos representam os times de determinada empresa que se reúnem em torno de um objetivo comum.

Nesse modelo, inclusive, podem existir diversos círculos e semicírculos que fazem parte do círculo maior, que é a própria empresa.

Ademais, muitos papéis são importantes nesse modelo.

Por exemplo: o Facilitador, os Elos Internos (EI) e Externos (EE) e o Secretário, que são figuras eleitas pelos próprios círculos.

Basicamente, o Facilitador é quem conduz as reuniões observando os acordos firmados.

Já os Elos, por sua vez, facilitam a resolução de tensões entre os círculos.

Por fim, o Secretário é responsável por marcar as reuniões e interpretar as regras.

Todos esses papéis e funções são auto organizadas pelos círculos, mas não se engane.

Nesse cenário, uma pessoa pode assumir diversos papéis e participar de mais de um círculo.

Além dos conceitos até então abordados, esse modelo traz mais agilidade na tomada de decisão, com reuniões mais efetivas e autoridades distribuídas.

Sem contar as possibilidades de inovação e engajamento, já que todos têm diversas formas de participar na construção dos objetivos definidos nos círculos.

Pessoas e talentos podem ser descobertos nos diversos vínculos e papeis designados e tudo isso com efetividade e geração de diversos valores para as equipes.

Em suma, abaixo algumas vantagens de organizações que adotam esse modelo:

  • Descentralização
  • Agilidade na tomada de Decisão
  • Transparência
  • Interatividade
  • Colaboração
  • Engajamento
  • Inovação

Claro que não existem só vantagens, é necessário definir algumas restrições, como é o caso dos orçamentos e as relações entre as pessoas, já que onde existem interações, surgem divergências.

É possível encontrar alguns modos de tratar os conflitos e tensões entre os grupos e seus objetivos, por meio das revisões, cuidado mútuo, sincronia e adaptação da estrutura.

Meta-Acordos

Outra forma de definir bem as regras do jogo são os Meta-Acordos, que são os acordos que formam novos acordos e definem bem os propósitos e valores do grupo.

Todos esses pontos exigem muito trabalho em equipe e geram muitos aprendizados e um ambiente de crescimento pessoal, profissional e comportamental para cada colaborador/a.

Ainda que essa tecnologia não seja amplamente utilizada no Brasil, diversos conceitos vêm sendo absorvidos ao longo do tempo e já são uma realidade em algumas empresas.

Por exemplo, empresas como a ClickBus, Youse e Mobly já utilizam essas tecnologias sociais para criar um ambiente fértil em suas empresas.

Assim, o importante é que você consiga gerar engajamento e um ambiente saudável de crescimento, velocidade e inovação.

Dessa maneira, vai conseguir se diferenciar no ambiente corporativo.

Independente se você usa ou conhece, procure se aprofundar e aplicar mais esses conceitos que envolvem uma organização orgânica (O2) em sua empresa, vida ou negócio.

Conte conosco para tanto!

Até breve.

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