Obsolescência programada – O que isso significa?

Certamente você já deve ter ouvido o termo obsolescência programada alguma vez na vida.

A expressão obsolescência programada define a tecnologia dos nossos dias, e explica muito do que vemos acontecendo na indústria, e até no comportamento do consumidor.

Diante disso, a obsolescência programada é o conceito que explica o fenômeno em que um produto tem uma data de validade não oficial.

Só para exemplificar, pensando no setor tecnológico, é como se o seu smartphone começasse a parecer mais lento em relação aos modelos mais novos.

Muitas vezes, até parece mesmo que o aparelho tem algum defeito técnico, mas é só impressão, enquanto em outras vezes é isso mesmo que acontece.

Em ambos os casos, você é praticamente obrigado a adquirir um modelo novo.

Isso por acaso já aconteceu com você?

Já parou para pensar em como isso pode afetar a nossa sociedade?

Nesse texto, vou te explicar um pouco sobre o conceito que surgiu década de 1920, na montadora General Motors.

Como surgiu a expressão obsolescência programada?

Surpreendentemente, na década de 1920, Alfred Sloan e Harley Earl, encontraram uma forma de  mudar absolutamente toda a indústria de automóveis.

Naquele cenário, eles convenceram os consumidores que um automóvel era somente um meio de transporte, e que levar as pessoas de um lado para o outro era o que importava.

Eles criaram então o conceito de que carros eram estilos que poderiam se deteriorar e ser alterados, logo, era plenamente possível estar fora de moda caso você não tivesse um carro novo.

Dessa forma, os carros da companhia passaram a receber atualizações anuais, principalmente no visual.

E isso estimulava as pessoas a comprarem.

Perigos desse fenômeno

Atualmente enfrentamos muitos problemas em decorrência desse fenômeno.

Para você ter uma ideia, segundo a ONU, o lixo eletrônico representa um grande risco à saúde humana.

Além disso, quase todo lixo dessa natureza aqui no Brasil, é descartado de maneira errada.

Como assim?

Eu te explico.

O descarte de muitos desses materiais é feito na maior parte das vezes, de maneira inapropriada.

Nesse cenário, vários desses produtos contêm substâncias químicas nocivas como chumbo, berílio e mercúrio, que podem contaminar o solo e a água.

Todavia, como você bem sabe, nós vivemos em uma sociedade em que quem dita as leis é o consumo, e não se engane, não vou te dizer que temos que parar de produzir.

Isso não vai acontecer: produzir é necessário.

Nós sabemos disso.

Contudo, essa produção precisa acontecer de maneira inteligente, funcional e inovadora.

Pelo contrário, eu e você, sofreremos os efeitos desse mal que não afeta diretamente apenas ao meio ambiente, mas também ao indivíduo e as configurações de mercado.

Além disso, o descarte de lixo eletrônico precisa acontecer de forma adequada.

Para tanto, tais medidas são necessárias:

  • Educação
  • Postos de coleta
  • Incentivo a reciclagem de lixo eletrônico
  • Regulamentação na produção

E aí, gostou de saber mais sobre obsolescência programada?

Não esqueça que sempre pode contar conosco.

Tiago Reis

Tiago é o analista de investimentos com a maior influência do Brasil. Possui grande experiência em finanças, autor de diversos best-sellers e é referência no combate às pirâmides financeiras com a Operação Faraó. É fundador da Suno Research e sócio do Além da Facul.

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