Comércio Varejista – Características e desafios

Comércio Varejista – Características e desafios

Se você já consumiu algum produto ou serviço, é muito provável que já tenha recorrido ao comércio varejista.

O comércio varejista já sofria impacto em razão dos avanços tecnológicos, e com a pandemia, precisou acelerar ainda mais o processo de adaptação.

Podemos definir o comércio varejista como o ponto de venda responsável pelo processo de comercialização, seja de produtos ou serviços, de forma direta ao cliente final.

Como principais exemplos do setor varejista, podemos destacar:

  • Supermercados
  • Lojas de materiais de construção
  • Concessionárias
  • Drogarias
  • Lojas de roupas
  • Livrarias

Ao citar esses exemplos, talvez você imagine que o varejo seja qualquer tipo de comércio, não é mesmo?

Contudo, conforme citamos anteriormente, o varejo é caracterizado pela venda direta ao consumidor final.

Portanto, quando uma empresa, geralmente a fabricante, vende seus produtos para outras empresas, estamos falando do comércio atacadista.

Diferente do varejo, o atacado busca vender seus produtos em quantidades maiores, geralmente com preços menores.

Por exemplo, vamos pensar na Samsung, que fabrica celulares, notebooks, smartwatches, dentre outros produtos.

A Samsung vende estes produtos para redes varejistas, como Magazine Luiza, Lojas Americanas e Casas Bahia.

Posteriormente, estas mesmas redes que negociavam menores preços em quantidade, vendiam esses produtos diretamente ao consumidor final.

Os fabricantes/atacadistas entrando no comércio varejista

Com a mudança no perfil do mercado, e principalmente dos consumidores, percebemos um novo movimento no processo de venda citado anteriormente.

Se antes o atacadista vendia ao varejista, que posteriormente revendia ao consumidor final, hoje não é somente desta forma que ocorrem as transações.

Com a evolução da internet e a forte presença do consumidor nas redes sociais, o fabricante identificou a oportunidade de vender diretamente ao cliente final.

Aliás, marcas como Samsung, Apple e Acer, já comercializam seus produtos diretamente em seus websites.

O principal benefício é a exclusão de um intermediário, e por consequência, a venda com margens maiores.

Entretanto, conseguimos identificar o mesmo caminho no sentido oposto.

O varejista que antes comprava do atacadista para revender, hoje busca fabricar sua própria linha de produtos e operar com lucros maiores.

Um exemplo bastante conhecido por quem já frequentou mercados da rede Pão de Açúcar, são os produtos da marca Qualitá.

A Qualitá é uma marca própria da rede varejista, comercializada exclusivamente em seus mercados, e conta com mais de 1.300 itens em seu portfólio.

Quais os motivos dessas mudanças?

Primeiramente, vale destacar que a evolução dos mercados é um caminho natural.

Dessa forma, com os avanços tecnológicos e facilidade de acesso à informação, é natural que os consumidores se tornem mais exigentes e façam comparações.

Para um fabricante, geralmente atacadista, ele depende da competência dos varejistas para vender o seu produto de forma adequada.

Do ponto de vista do varejo, estes dependiam exclusivamente da produção dos fabricantes e eram reféns dos preços cobrados.

Diante deste cenário, as empresas têm buscado atuar de forma híbrida, atuando tanto no B2B (Business to Business) quanto no B2C (Business to Consumer).

Mas, com a evolução do mercado, o consumidor acaba ganhando, pois tem novas alternativas e diferenciais no processo de compra.

O recebimento de cashback, melhorias na jornada do cliente e eficiência do processo logístico são alguns dos benefícios gerados.

Portanto, além de comercializar o produto, o mercado precisa pensar no atendimento ao cliente, preço, pós-venda, e demais diferenciais competitivos.

Esperamos que tenha gostado do nosso conteúdo sobre comércio varejista.

E não esqueça, conte sempre conosco para se desenvolver.

Até mais.

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